terça-feira, 28 de setembro de 2010

18º Capitulo

Acabámos por sair da praia, o David ia ter treino às 18h. Passámos em casa dele para ele ir buscar as coisas dele e seguimos para o Seixal.
Sabe o que era mesmo bom? Era dormir em minha casa esta noite.
Outra vez?
Sim!! Não quer.
Acho que andas é a ficar muito mal habituado...
Oh porquê? Não me respondeu, vem dormir comigo ou não? - e fez beicinho.
Já sabes que não resisto quando fazes beicinho não é? Isso é batota.
Boa, você me faz o homem mais feliz do Mundo! - e deu-me um beijo rápido.
Olha para a estrada! - disse-lhe sorrindo. - E eu já sou a mulher mais feliz do Mundo ao teu lado. Olha podíamos ir lá jantar a casa, quero ver como é que aquela gente se está a safar.
Por mim, desde que volte comigo!!
Então vou ligar à Rita.
Ritinha... Também tive imensas saudades, mas hoje não durmo outra vez em casa... Mas vou aí jantar com o David, podíamos dizer à Matilde para convidar o Ruben e fazíamos uma ganda jantarada... Ok, beijinho.
Então há jantar para a gente? - perguntou o David
Sim, a Rita vai só ligar à Matilde.
Então mas ela não 'tá em casa?
Não, parece que não fui a única a dormir fora. - sorrimos.
Chegámos ao Seixal ele foi-se equipar e eu fui para as bancadas, quando lá cheguei quem lá estava? A Matilde. Estivemos a falar, a Rita já lhe tinha ligado, sobre o jantar. Ela achou uma ideia super fixe. Eles entraram em campo e três olhares fulminaram-nos (o do David, o do Ruben e o do Fábio). Perguntei-lhe como tinha sido a noite, disse-me que tinha sido normal, mas o sorriso dela denunciava-a, o mesmo aconteceu comigo. Era uma das boas partes de nos conhecermos há tanto tempo, percebiamo-nos sem palavras, por vezes as palavras podiam ser constrangedoras. O treino acabou e nós fomos para a "sala de espera", apareceu o Fábio.
Olá meninas!! - cumprimentou-nos. - Matilde posso te roubar a Sofi por uns instantes?
Claro que podes, desde que ma devolvas!!
Devolvo, eu nem conseguia aturar isto muito tempo seguido. - respondeu ele a rir-se.
Ai que piadinha. - dei-lhe uma chapada no braço. - Não é por estares mais velho que tens o direito de dizer isso, essa agora magoou-me.
Oh eu estava a brincar. - e deu-me um beijo na testa.
Afastámo-nos um pouco para podermos falar.
Então essa noite? - perguntou ele.
Foi normal. - respondi sorrindo.
Esse olhar diz tudo. - deu-me a mão. - Aconteceu não aconteceu? - acenei-lhe que sim mordendo o lábio.
E protegeste-te?
Sim, com tantas indicações no mano como é que havia de não me proteger?
Já sabes sempre que precisares de alguma coisa eu estou aqui, preservativos é só pedires.
Eu sei que sim, tu és o maior.
Foi bom para ti, estás feliz não está? Parabéns por esta nova fase da tua vida! Espero que nunca te arrependas.
Nunca me vou arrepender, acredita. - abracei-o, o abraço dele era reconfortante, era aquele abraço que me reconfortava há uns anos.
Eu sei que não, tu pensas muito nas coisas antes de as fazeres e se o fizeste é porque sentiste que era o momento.
O David e o Ruben chegaram, fomos ter com eles. Despedimo-nos e fomos para nossa (minha e da Matilde) casa, tínhamos o jantar para preparar. I a ser lindo fazer jantar para 6 pessoas, ou melhor 9 porque três dessas pessoas comiam por duas. Ainda convidámos o Fábio para jantar, mas a Andreia tem andado com alguns enjoos então era melhor ficar por casa.

Publiquei hoje porque prometi que tentava publicar mais que dois no fim-de-semana e não consegui. Espero que gostem!! Comentem, adoro ler os vossos comentários :)

domingo, 26 de setembro de 2010

17º Capitulo

O David foi tomar banho e eu fui buscar a minha camisola e os meus sapatos que estavam espalhados pela casa e arrumar as coisas do pequeno-almoço. Voltei a enfiar-me na cama e liguei a televisão do quarto, não dava nada de jeito àquela hora. Entretanto a campainha começou a tocar.
David, estão a tocar à campainha. - gritei eu.
Pode abrir princesa?
Eu puder até podia, mas não tenho nada para vestir. - só tinha a roupa interior. Não ia vestir a do dia anterior, pois estava toda amarrotada.
Veste algo meu.
Ok. - não paravam de insistir.
Peguei numa camisa branca, era o que estava mais à mão, vesti e fui abrir a porta. Era uma vizinha do David, uma senhora com quase oitenta anos, viúva, a quem o marido tinha deixado uma grande herança, por isso morava no condomínio ali estava mais segura, não tinha filhos então muitas vezes quando precisava de alguma coisa pedia ao David.
Ai menina, o que faz aqui? Não se sabe vestir?
Bom dia!! Eu sou a namorada do David e eu estou vestida. Precisa de alguma coisa?
Esta juventude veste com cada coisa. - a senhora já via um pouco mal e não percebeu que era uma camisa do David que eu tinha vestido, felizmente. - Olhe pode-me explicar que carta é esta?
Lá expliquei à senhora do que tratava a carta e falei mais um pouco com ela, ela gostava muito do David, pois ele ajudava-a sempre que ela precisava.
Obrigado menina, tenha um bom dia. E dê um beijinho ao David.
De nada, bom dia!! Será entregue.
Voltei para o quarto, o David já tinha acabado de tomar banho, já estava de boxers, estava a escolher o que havia de vestir.
Quem era? E o que queria?
Era a tua vizinha, a D. Helena, queria que eu lhe explica-se uma coisa.
Ah, ela é uma senhora tão querida, não lhe perguntou por mim?
Sim, mandou dar-te um beijinho.
Então e onde está esse beijo? - dei-lhe um beijo na bochecha. - Não era desses que queria... - fez beicinho.
Pois mas tenho quase a certeza de que foi destes que ela me mandou te dar.
Oh!! E não tenho direito a um dos outros?
Sim, se me disseres o que vou vestir.
Você está tão sexy com essa minha camisa...
Não gozes 'tá?
Não 'tou gozando, 'tou falando verdade.
Então está bem, vou assim para a rua.
Ai não, não quero que vejam você assim, isso é só para mim... e para a D. Helena. - ri-mos os dois.
Pois então o que visto? Posso sempre is assim até casa e vestir-me lá.
O David foi ao outro quarto e apareceu com dois sacos, pelas marcas deu para perceber que era roupa, um dos sacos era da women's secret (logo, roupa interior).
Aqui tem minha princesa, espero que goste.
Oh David não era preciso...
Era preciso sim, eu amo você. Veja se gosta. Ah e a roupa interior foi a Matilde que me ajudou a escolher.
É claro que gosto, ADORO. Amo-te minha vida.
Fui tomar banho e o David acabou por encomendar pizzas para o almoço. Almoçamos e acabámos por ir passear à praia, uma praia calma onde pudemos andar à vontade. O David sentou-se na areia e eu sentei-me no meio das pernas dele. As mãos dele depressa rodearam a minha cintura e eu pus as minhas em cima das dele. Ficámos assim durante minutos, sem dizer uma palavra, a olhar para a imensidão do mar.
Vê o fim desse mar? - perguntou o David
Não. - respondi sem perceber bem a pergunta.
O meu amor por você é assim, não tem fim.
Não me deixes sem jeito... - ainda ficava sem jeito quando ele me dizia estas coisas - Eu também te amo imenso. - e demos um beijo apaixonado.

Espero que gostem!! Comentem ;)

sábado, 25 de setembro de 2010

16º Capitulo

Entrei no carro com o David e durante toda a viagem o silêncio fez-se ouvir, só haviam olhares, olhares que diziam tudo. Por mais estranho que pareça era a primeira vez que ia dormir a casa do David, já lá tinha ido jantar, passar serões a ver filmes, a namorar, mas nunca lá tinha dormido.
Entrámos em casa e eu pus a minha mala no cabide do hall de entrada, só tirei o meu telemóvel. E o David agarrou-me logo pela cintura e começou a beijar-me, eram beijos quentes, mas sempre com a doçura dele. Correspondi-lhe. Começámos a andar para a sala enquanto nos beijávamos e quando lá chegamos "atirámo-nos" para o sofá, consegui esticar o braço e pousar o telemóvel na mesa, as nossas respirações estavam cada vez mais aceleradas. Ele começou a pôr uma mão por baixo da minha camisola e eu comecei a tirar-lhe a dele.
Quer mesmo isto? - perguntou ele por entre os beijos.
Sim, és tu que quero. - respondi-lhe com um leve sorriso.
Ele tirou-me a camisola e levantou-se, pegou-me ao colo e fomos para o quarto. Ele era perfeito, foi tudo tão bom. Acabámos por adormecer, adormeci com a cabeça no peito dele, sentia-me segura, protegida. Mas quando acordei estava sozinha naquela cama enorme, levantei-me e fui até à cozinha, o David estava lá a preparar o pequeno-almoço. Estava tão entretido que nem deu por mim. Agarrei-me a ele.
Bom dia amor. - disse-lhe enquanto lhe dava um beijo no ombro.
Bom dia minha princesa, já acordou? Eu estava preparando o pequeno-almoço para lhe levar à cama.
Ai sim? Mas eu posso sempre voltar para lá, não me importo nada, desde que venhas comigo... - sorri-lhe.
Então vai, que eu vou já ter com você. - beijou-me
Voltei para o quarto e enfiei-me novamente na cama, esperei por ele, não demorou muito e lá vinha ele com o pequeno-almoço num daqueles tabuleiros com pernas.
Aqui está o pequeno-almoço, princesa.
Ele sabia que eu não gostava de comer torradas de manhã, então fez-me uma salada de frutas e trouxe-me um sumo com umas bolachas. A salada ficou para último, pois era uma taça enorme. Com um garfo espetei um morango e dei uma dentada, o resto dei-lhe a ele. Ele agarrou noutro morango e pôs na boca, ficando metade de fora, era para mim. Depois do morango vieram mais uns beijos. Acabámos a salada e ele pousou o tabuleiro no chão, beijei-o no pescoço e ele deitou-se em cima de mim. As respirações começavam a ficar ofegantes e os beijos quase não nos deixavam respirar, era com ele que queria estar para o resto da vida, mas... o meu telemóvel começou a tocar. O David foi buscá-lo onde eu o tinha deixado na noite anterior e quando ele se levantou reparei que tinha um arranhão enorme nas costas, tinha sido eu na noite anterior. Ele chegou com o telemóvel e sorriu quando mo deu para a mão, era o Fábio.
Bom dia... Sim Fábio estou bem, não é preciso te preocupares... 'Tá adeus, beijinhos.... Também te adoro.
O que queria ele?
Para ver se eu estava bem.
Mas porquê, ele não confia em mim não?
Não é isso, mas impressionantemente ele ontem estava com um feeling de que algo ia acontecer entre nós.
A sério? - o David ficou como que assustado.
Sim amor, mas não te preocupes!! Olha e desculpa por esse arranhão. - dei-lhe um beijo na bochecha.
Não me importava nada de estar todo arranhado para ter mais momentos daqueles consigo.
Ai sim?
Sim, eu te amo, você sabe Sofia?
Não por acaso nunca me tinhas dito...
Eu te amo, eu te amo, eu te amo... - levantou-se e abriu a janela do quarto - EU AMO ESTA MULHER - gritou ele.
Oh David estás doido?
Estou doido por você.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Comunicado!!

Peço desculpa a todos que lêem a fanfic, mas agora só vou postar no fim-de-semana. A verdade é que ao contrário de muitas outras autoras de fanfic's eu não a escrevo premeditadamente, escrevo-a aqui directamente. E infelizmente os meus pontos altos de inspiração são quase sempre após a meia noite e agora com a escola não posso estar acordada assim até tão tarde... :/ Por isso sexta volto a postar e vou tentar postar mais que dois capítulos no fim-de-semana, prometo!!! E já agora como a minha fanfic não é previamente escrita podem deixar dicas para o rumo da história ;) peço é que compreendam que talvez nem sempre use essas dicas!!! Obrigado.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

15º Capitulo

Primeiro que tudo quero dizer que me enganei no último capitulo em vez de escrever Brenda escrevi Elena e queria pedir que quando vissem erros avisassem por comentário, obrigado!!

Agora toda a gente sabia que namorávamos, não passou uma semana e já fazíamos capa de revista: "David Luiz tem novo amor". Desta vez não me importei, era verdade e já tinha tido uma aula privada com o David de como viver com a opinião pública e os olhares indiscretos. Tudo corria às mil maravilhas.

......................................2 meses depois..................................................

Eram os anos do Fábio, mandei-lhe uma mensagem assim que acordei como fazia todos os anos. Ia haver jantar surpresa, a Andreia tinha organizado tudo, ia o plantel do Benfica (como não podia deixar de ser), os pais, tios e primos do Fábio. Tudo sem ele saber, ia ser uma festa e pêras. Combinei com o David, ele ia-me buscar a casa, a mim, à Rita, à Matilde (que já fazia parte da "família" benfiquista) e ao Pedro, porque a Andreia é uma querida e também os convidou. Ele ia-nos buscar às 19h e como é óbvio eu, a Rita e a Matilde começamos a arranjar-nos às 16h30min, para que depois o Pedro e o David não tivessem de esperar muito. Eu e a Rita às seis e meia já estávamos despachadas, mas a Matilde não, aquilo agora primeiro que se pusesse bonita para o seu Ruben... Pelo menos não se atrasou, saímos de casa à hora combinada e chegamos ao restaurante, que estava reservado só para nós, mesmo no ponto. A Matilde abandonou-nos logo e foi ter com o Ruben, aquilo agora era só mel. Como já lá estavam quase todos e eram muitos dissemos um "Boa Noite" geral e eu só cumprimentei os pais do Fábio. As luzes estavam apagadas e o restaurante tinha uma zona envidraçada daqueles que quem está do lado de dentro consegue ver para fora, mas quem vem de fora não consegue ver para dentro. Começámos a ver a Andreia a puxar o Fábio, como é óbvio ele deve ter feito mil perguntas, via-se pela cara dele que não ia muito à vontade. Eles entraram e gritámos todos "Surpresa", mesmo à festas infantis, mas deu para perceber que ele ficou feliz, era de facto uma grande surpresa. Estive dez minutos abraçada a ele, era tão bom vê-lo crescer ao longo destes anos, agora até parecia eu a mais velha, mas o meu orgulho nele era tanto... Assim que pude fui ter com a Andreia, a barriga dela já estava maior, eu já não a via a algum tempo.
O jantar foi óptimo, um misto de vozes que eu adorava, era o sotaque brasileiro, era o espanhol, o português, eu adorava aquilo. Apercebi-me naquele momento de que a minha vida era perfeita tinha tudo o que sempre sonhara, um homem perfeito a meu lado, os meus melhores amigos sempre presentes e felizes, o meu irmão super feliz e quase a ser papá e o pessoal do meu clube super unido. Deus tinha-me dado tudo o que queria, ERA FELIZ. Depois de pensar em tudo isto beijei o David, ele sorriu, já havia gente a dançar, havia muita música. Foi então que me lembrei.
Amoor, lembras-te da noite de passagem de ano?
Então mas não era para esquecer? - perguntou o David confuso.
Sim, mas há uma parte que eu não me importo de relembrar... Lembras-te de uma aposta?
Aahhh, você ainda lembra disso?
Lembro e parece que tu também te lembras. - ri-me e pisquei-lhe o olho.
Tem de ser agora mesmo?
Sim. - disse dando-lhe outro beijo.
Fui ter com o Javi que era quem estava de volta da música e pedi-lhe para pôr um samba, e ainda bem que havia lá um CD de música brasileira. Toda a gente na sala parou e eu pedi para o Javi baixar a música para que me pudessem ouvir.
Um grande aplauso para o maior sambista de todos os tempos... David Luiz.
Todos se riram e o David foi para o meio da sala fazendo-me um olhar ameaçador, começou a sambar e a verdade é que ele sambava mesmo bem, tinha perdido a aposta, agora devia-lhe um jantar. A festa voltou ao normal e o David veio para perto de mim.
Então como me saí? - perguntou ele com um ar matreiro, sabia perfeitamente a resposta.
Parece que te devo um jantar não é?
Sim a aposta é essa, mas eu preferia que você viesse comigo... - disse agarrando-me pela cintura.
Fosse contigo onde?
Para minha casa. - respondeu ele com um sorriso malandro.
Ai é? Não sei se posso...
Não pode porquê? Você nem tem aulas amanhã.
Andas a controlar o meu horário? - disse enquanto me ria - Mas temos que levar o Pedro, a Rita e a Matilde a casa.
Nisto chega o Ruben que trata de nos afastar, como faz sempre, pois diz que o David é só dele. Brincadeiras mesmo deles. Veio avisar-nos que era para irmos cantar os parabéns. E fomos. o Fábio cortou o bolo, um bolo enorme para dar para tanta gente, com fotos dele estampadas, e distribuiu pelos convidados. Quando me deu a minha cheguei-me perto dele e ele olhou para mim, pensou que lhe ia dizer alguma coisa, mas espetei-lhe com o bolo na cara. Era a vingança que já lhe tinha prometido há uns meses por ele ter dado o meu número ao David sem me pedir autorização. Disse-lhe isso ao ouvido e ele riu-se e quando eu menos esperava deu-me um beijo, resultado também eu fiquei com bolo na cara. A festa continuou animada. Por volta da uma da manhã já alguns tinham ido embora. 
Fui à casa de banho e quando vinha a sair alguém me agarrou por trás e me deu um beijo no pescoço, claro está que era o David.
A nossa paga de aposta se mantém? - perguntou ele ao meu ouvido.
Não sei, se calhar... - respondi sem olhara para ele.
Huumm, então e não mereço um beiji... - virei-me repentinamente e beijei-o. Apareceu a Matilde.
Olha o Ruben vai me levar a casa, a Rita e o Pedro vão comigo ou contigo?
Importas-te que vão contigo?
Claro que não!!! Dormes em casa?
Não. - respondi-lhe com um sorriso.
Pois, falem como se não estivesse aqui. - resmungou o David.
Despedi-me de todos e como é óbvio não podia faltar o conselho do Pedro nem o do Fábio.
Juizinho menina Sofi, lembra-te de todas as nossas conversas. - disse o Pedro.
Até parece que não me conheces. - pisquei-lhe o olho.
O Fábio puxou-me e falou-me ao ouvido:
Sofia 'tás protegida?
O que Fábio? Achas que isso vai acontecer?
Acredita que nunca sabemos quando vai ser. - puxou da carteira tirou algo e deu-me para a mão. - Toma promete-me que te proteges.
Um preservativo mano? Tu deves querer que eu faça colecção não sei se sabes mas já tenho três que me deste?!
É sempre bom andares prevenida. Porta-te bem.
É claro que porto, não te quero desiludir. - afastei-me dele. - Ah e não vai acontecer nada.

domingo, 19 de setembro de 2010

14º Capitulo

Acabámos por lanchar em Sintra e depois fomos para casa do David. Fomos ver um filme, sentei-me no sofá e ele foi escolher o filme. Veio sentar-se ao pé de mim e abraçou-me, passámos o filme agarrados e de vez em quando ele ia me dando beijinhos. Era oficial, nós namorávamos. Mas decidimos não contar nada a ninguém, quando nos vissem juntos logo saberiam. Jantei em casa dele e depois ele foi-me levar a casa, tínhamos de nos deitar cedo no dia seguinte eu tinha aulas e ele treino.
Entrei em casa e o Pedro estava ainda a ver um filme, as meninas já se tinham ido deitar.
Ui, o que se passa? - perguntou o Pedro.
Nada porquê?
Esse teu sorriso...
O que tem? Eu não ando sempre a sorrir?
Sim andas, mas esse sorriso é diferente.
Oh não inventes, olha vou-me deitar que estou cansada. E tu? - tentei escapar-me.
Eu ainda fico aqui a ver o resto do filme. Mas olha que tu não me enganas... - e piscou-me o olho.
Está bem, boa noite. - dei-lhe um beijinho e fui-me deitar.
De facto o Pedro conhecia-me perfeitamente. Apesar de sermos como uma família a minha relação com o Pedro era diferente da que tinha com a Matilde e com a Rita. A primeira vez que o vi não gostei nada dele, mas depois quando o comecei a conhecer, comecei a confiar nele. Era estranho, as nossas conversas eram "diferentes" e talvez por isso nos conheçamos tão bem e ele consiga ver o meu estado de espírito pelo meu sorriso.
Não pude estar com o David nem na quarta nem na quinta-feira, mas já tinha combinado com todos(Pedro, Matilde, Rita, Andreia, Elena, o irmão do Ruben, etc.) que na sexta íamos ver o jogo ao estádio. O que nos valia era os novos tarifários que nos permitem fazer chamadas grátis.
Assim foi, na sexta-feira tudo equipado a rigor no camarote preparado para ver o Benfica ganhar. Foi óptimo, o jogo correu muitíssimo bem, o Benfica voltou a ganhar. Estive com a Andreia e com a sua barriguita e ia estar com o David. O jogo acabou e dirigimo-nos todos para a "sala de espera"(como eu gostava de chamar), a Matilde estava felicíssima pois ia conhecer o Ruben Amorim, apesar de eu me dar muito bem com o Fábio há já uns anos e de apresentar alguns jogadores aos meus amigos no dia em que alguns conheceram o Ruben a Matilde não pode vir, então estava radiante. Começámos a fazer rodinha, estava eu, a Andreia, a Matilde, a Elena, a Rita, a Patrícia (mulher do Nuno Gomes), o Pedro, já tinha chegado o Luisão e o super-papá, como tratavam agora o Fábio. Aproveitei e tirei uma dúvida:
Oh Fábio, já que estamos a falar do meu afilhado quem é que vai ser o padrinho?
Afilhado ou afilhada. - disse a Andreia, pois ela queria ter uma menina.
O padrinho vai ser o Nuno, gostas.
A sério? Ai que ricos padrinhos que esta criança vai ter. - íamos ser uns grandes padrinhos. Entretanto chegou o Nuno.
Por acaso não estavam a falar de mim, não?
Estava a dizer à Sofia quem era o padrinho. - respondeu o Fábio.
Ah, somos uns belos padrinhos ou não somos. - disse ele pondo-se ao meu lado.
Isso foi o que ela disse. - respondeu o Pedro.
Já que estamos a falar de padrinhos, podíamos aproveitar... - disse a Patrícia olhando para o Nuno.
Sim. Fábio queríamos te convidar para padrinho do nosso bebé. Aceitas?
Claro!! - disse o Fábio com aquele sorriso dele.
Isto é só bebés. - disse a Elena.
É têm de aproveitar. - disse a Andreia.
Para já não, mas um dia... - disse o Luisão.
Senti um puxão no meu braço, era a Matilde o Ruben estava a aproximar-se com o David, apresentei-os. Eles cumprimentaram quem ainda não tinham visto e quando chegou a vez de o David me cumprimentar agarrou-me pela cintura e beijou-me, ouviu-se um "uuhh", era o Ruben e quando parámos de nos beijar toda a gente olhava para nós. A Rita e a Matilde estavam com cara de parvas e de boca aberta a olhar para mim, o Pedro sorria e os outros olhavam estáticos para nós. Até que o Fábio interveio.
Então novidades?
Sim, nós estamos namorando. - respondeu o David, apesar de ser envergonhado naquela altura não se engasgou e eu por incrível que parece não corei por estarem todos a olhar para mim.
Não quisemos contar a ninguém para não criarmos "conflitos". Assim não há um primeiro a saber, quando nos virem juntos é que sabem. - disse eu.
Então parabéns. - disseram todos.
Agora já sabiam, deu para perceber que ficaram felizes por nós namorarmos e era tão bom poder beijá-lo em público. Ainda que só estivéssemos juntos, como namorados, há 4 dias era como se tivéssemos estado assim uma vida inteira. Devo confessar que fiquei surpreendida com a forma como ele me agarrou e me beijou enfrente a toda a gente, daqui para a frente ia ser assim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

13º Capitulo

Entrei no carro e dei um beijinho ao David, ele estava lindo e tão normal ao mesmo tempo. Tinha uns ténis, umas calças de ganga, uma t-shirt branca e uma camisa vermelha e preta.
Bom dia!! - disse eu com um enorme sorriso.
Bom dia! Você acorda sempre assim bem disposta?
Se não me falarem nos primeiros dez minutos sim. Olha lá só por acaso tu não vais ter frio?
Acho que não, minha camisa é de Inverno. E se tiver frio alguém me há-de aquecer. - disse com um sorriso.
Ai sim? Não estou a ver quem, quem é?
Epá uma menina linda, acho que se chama Sofia...
Ah, não estou a ver bem a cara dela. - rimi-nos os dois. - Então e já posso saber onde vamos?
Já não falta muito, quando estivermos a chegar você verá.
Ele queria mesmo fazer-me uma surpresa, mas onde seria? Estava cada vez mais curiosa. De repente comeicei a conhecer o caminho por onde iamos e aí comecei a ler as placas. Sintra, era para onde ele me levava, dos meus sitios preferidos de Portugal. Era um sitio calmo e ali eu podia passear com ele à vontade.
Então já sabe onde estamos indo?
Sintraaa. - respondi eu toda feliz.
É mesmo isso, você gosta né?
Adoro!! E como é que tu sabias? Isto tem mão do Fábio não tem?
Por acaso não...
Não?
Não, perguntei ao Pedro. Ele me disse que este era dos seus sitios preferidos desde que cá vieram numa visita de estudo.
É verdade... Adoro esta calma e beleza natural. Vejo que já te dás bem com os meus amigos, gosto.
É, ele é um cara bacano.
O David estacionou o carro, como era dia de semana não havia muito movimento. Fomos andar lá pelo meio da natureza, aquilo ao pé da confusão de Lisboa fazia-me sentir noutro mundo.
O David arrepiou-se, eu tinha razão ele ia ter frio. Apesar de em Lisboa não estar assim nada demais em Sintra estava vento. Ele abraçou-se a mim.
Ah já estou a ver quem é a rapariga que estavas a falar à bocado. - disse eu.
Ai já?
Já, por acaso ela é muito fixe.
Vê eu disse. É a menina mais linda que eu conheço.
Fiquei envergonhada, baixei a cara e continuamos a andar. A hora de almoço aproximava-se e como era de esperar o David já estava cheio de fome, fomos almoçar a um restaurante muito simpático que ele conhecia. E para não variar ele comeu por ele, por mim e por mais outro. À tarde fomos andar mais um bocado e há uma coisa que por mais estúpida que possa parecer eu adoro fazer. Adoro ficar sentada nas escadas à frente do Palácio de Seteais a olhar, a olhar para o nada, ou a olhar para tudo... O David fez-me a vontade e sentámo-nos os dois a contemplar a vista. Ele sentou-se num degrau e eu no outro em baixo, entre a pernas dele. Num impulso encostei-me para trás e pûs as minhas mãos nos joelhos dele e ele pôs as dele em cima das minhas. Ficámos assim uns dez minutos, calados. De repente ele virou a minha cara para ele, ficámos a olhar-nos olhos nos olhos, eu sentia os nossos lábios a aproximarem-se cada vez mais e as nossas respirações iam ficando mais aceleradas. Pronto beijámo-nos. Foi um beijo curto, mas com muito sentimento. Ele voltou a dar-me mais pequenos beijos, eram doces, quentes, ÚNICOS. Agora sabia que era isto que eu queria, era ele o tal, era por ele que eu esperava.

Desculpem agora vai sendo mais dificil vir cá, a escola ocupa muito tempo. Mas não vou deixar o blog, só se sentir que não estão a gostar e que já não faz sentido. Espero que gostem, comentem. :b