sábado, 13 de novembro de 2010

28º Capitulo

Sexta-feira, 18h30min

Ei alguém viu o meu top azul? - perguntava a Rita.
O teu top azul? Qual deles? - perguntou a Matilde.
Opá aquele que tem assim uns botões à frente.
Eu vi esse top no outro dia, mas não me lembro onde... - disse o Pedro.
Eu também acho que vi, mas não sei onde. - disse eu, enquanto revirava o meu armário.
Importam-se de me ajudar a procurar?! - gritava a Rita, sempre a mesma desorganizada.
Sim ajudo né? Senão arrisco-me a perder o comboio. - dizia o Pedro para a irritar ainda mais.
Olha meu amor, eu ajudava-te, mas tenho mesmo de me despachar. O David vem-me buscar daqui a hora e meia..
Ai o amor... - disse a Matilde.
Olha que podes falar muito. - respondi e deitei-lhe a língua de fora.
Fui tomar banho, enquanto eles continuavam em busca do top perdido. Por vezes naquela casa desapareciam coisas, que posteriormente apareciam nos mais inesperados sítios. Coisas da Rita então... Ela é a distracção em pessoa. Mas tudo isto fazia da nossa casa uma animação. Eles iam para casa dos papás passar o fim-de-semana e eu também, mas ao contrário deles só partia no Sábado, pois queria aproveitar todos os momentos, minutos, segundos com o meu Mister Caracóis. Aproveitava que um dos meus primos vinha a Lisboa tratar de umas coisas e depois ia com ele.
Oh Rita o top está aqui. - dizia o Pedro.
Eu estava a sair da casa-de-banho nesse momento e pela entoação do Pedro deu para perceber que o top estava num sitio óbvio, mas que ninguém se lembrou.
Ah obrigado!! Estava onde?
Olha onde havia de estar? No estendal, não? Na varanda... - respondeu o Pedro enquanto abanava a cabeça.
Ai, mas eu não me lembro de o ter posto para lavar... - dizia a Rita.
Pois, mas oh tótó se ele estava estendido, é porque tinha sido lavado, logo tu tinha-lo posto para lavar!! Dah. - disse a Matilde.
Pois está bem.
Matildinha ainda precisas de alguma coisa aqui do quarto. - perguntei eu.
Por enquanto acho que não. Mas vai-te lá vestir à vontade, que eu se precisar espero.
É? Então até já.
Enfiei-me no quarto, já tinha decidido mais ou menos o que vestir. O David não me disse onde íamos concretamente apenas que queria ir jantar comigo, para me pôr bonita. Decidi vestir um vestido simples, cinzento, elegante mas nada de exagerado, umas botas sem cano, pretas de salto alto e um fio discreto. O cabelo normalmente era o que me dava mais trabalho, mas optei por estica-lo, não totalmente, deixando-o um pouco ondulado e fiz um pequeno apanhado atrás, deixando-o a cair de um lado. Pus um pouco de base, rimel, um gloss e pronto. Não gostava de dar muito nas vistas, por isso maquilhagem era algo que eu não usava muito. Num acto convencido olhei-me ao espelho e disse para mim mesma "Estás fantástica!!".

Saí do quarto.
Uau, que guapa. - disse o Pedro.
Bem amiga tu estás... um arraso!! - disse a Rita.
Ai acham? Não está exagerado ou simples de mais? - perguntei.
Estás simplesmente LINDA! Conhecendo-te como conheço esse é exactamente o teu estilo, simples mas fantástico! - disse a Matilde
Obrigado! Agora só espero que o David goste.
É óbvio que vai gostar, é impossível resistir-te. - disse o Pedro.
Assim deixas-me envergonhada...
Só estava a constatar os factos.
Obrigada meus amores. - e abracei-me a eles.
Bem e nós temos de ir não é?
Pois é, antes que o comboio parta sem nós. - respondeu ironicamente o Pedro à Rita.
Bem babe nós vamos indo e tu só tens uma coisa a fazer... Arrasar com o Mister Caracóis. - disse a Matilde com um sorriso malandro.
Adeus princesa, adoro-te e como diz a Matilde, arrasa. - disse o Pedro quando se despedia de mim.
Até Domingo querida e pronto, arrasa. - despediu-se a Rita.
Agarraram nas coisas deles e saíram, agora só restava eu e o tempo. O David já não devia demorar muito e eu mal podia esperar para o ver.

Espero que gostem!! Tenho tido poucos comentários, não se inibam de deixar a vossa opinião, comentem ;) Beijinhos*

sábado, 6 de novembro de 2010

27º Capitulo

O David continuava a rir sozinho e nós não percebíamos porquê, porque não conseguíamos ver o que ele tinha nas mãos. Até que ele levantou as mãos e eu e a Matilde percebemos logo o motivo do riso. O que ele estava a ver era um pequeno caderno que me acompanha sempre, todos (o meu grupo de amigos) temos um e lá estão os chamados "tesourinhos deprimentes". Entre fotos muito bem legenda-das e as mais famosas bacuradas de cada um, cada caderno foi personalizado especialmente. O meu era rosa-choque e a primeira foto... Eu numa aula de Biologia a colocar um preservativo numa banana, mas muito concentrada. Alguém me apanhou desprevenida naquela altura e pimba!! O David voltou o caderno para nós e se eu e a Matilde já nos começávamos a rir porque já sabíamos o que era, o Rúben quando viu aquilo ficou sem reacção e desatou também a rir.
Amor, mas que é isto? - perguntava o David a rir.
Olha era eu numa aula de biologia a fazer um exercício!!
Mas que rico exercício. - dizia o Ruben.
Eu lembro-me tão bem disso... Quando saíram da aula o Pedro não vinha a comer essa banana? - perguntou a Matilde.
Ya, vinha!!
Vocês são loucos. - disse o Rúben.
E continuávamos todos a rir, o David ia mudar de página e a eu disse que era melhor sairmos do Hard Rock, porque as outras fotos só nos iam fazer rir mais e ia chamar muito a atenção. O Ruben pagou e saímos. Fomo-nos sentar nuns bancos de jardim, onde àquela hora já não havia muita gente. O David voltou a abrir o cadernos desta vez na segunda página. Uma foto de grupo, eu, a Matilde, o Tiago, a Joana e o Pedro a almoçar no refeitório. À partida uma foto normal, não tivesse naquele dia a sobremesa sido mousse e nós estivessemos com os dentes cheios de mousse. Ainda passámos uma hora e meia a rir à conta das fotos, porque a seguir ao meu caderno veio o da Matilde. A verdade é que para mim e para a Matilde aqueles cadernos eram memórias, recordações, as nossas vidas, ali estava AMIZADE. O Rúben e o David foram-nos pôr a casa e seguiram. Nós subimos, a Rita e o Pedro já dormiam, vestimos os pijamas, lavámos os dentes e fomo-nos deitar. Ainda estivemos algum tempo na conversa, a falar de como tudo nas nossas vidas corria bem. Era óptimo que os nossos namorados fossem os melhores amigos, era óptimo estarmos a viver com os nossos melhores amigos e sempre que havia oportunidade visitar os outros, era óptimo estarmos a tirar os cursos que queríamos... Naquele tempo de conversa chegámos à conclusão de que tínhamos uma vida perfeita.
O resto da semana decorreu normalmente, aulas, aulas e mais aulas, telefonemas, telefonemas e mais telefonemas para o meu amor. Ele ia ter jogo no Domingo em Braga e partia no Sábado. Na Sexta fomos jantar juntos, tinhamos de aproveitar, já que era fim-de-semana, mas ele se ia embora no dia seguinte. Já demorava pouco tempo a arranjar-me quando ia estar com ele, sabia que bem ou mal vestida ele sempre me amaria, se bem que surpreende-lo era sempre o meu objectivo.

Espero que gostem :) Obrigado pelos comentários!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

26º Capitulo

Fui logo a primeira a entregar, dei-lhes o vestido, a Andreia ficou babadissima a olhar para aquela minuscula peça de roupa. Depois o David ofereceu a dele, o cesto da higiene, o Fábio adorou e a Andreia disse logo que estava mesmo a pensar ir comprar um, mas que aquele era perfeito.
E agora temos o presente de nós dois. - disse o David, enquanto eu olhava para ele. - Vá e como sei que você o adora, deixo ser você a dá-lo. - disse para mim.
Obrigado meu amor. - rapidamente agarrei no embrulho e entreguei à Andreia e ao Fábio. - Para a minha princesa, sei que ela depois vai adorá-lo.
O Fábio já se ria, ja se devia ter apercebido do que era, enquanto a Andreia rasgava o papel. Quando começou a ver o que era, começou a sorrir.
Só podia não é? - disse o Fábio.
Fogo oh Fábio... - disse triste. - Ela vai adorar quando crescer está bem?
Oh amor eu sei que sim. Mas é que eu já estava mesmo à espera.
É lindo!! - disse a Andreia. - Muito obrigado pelos presentes.
De nada! Vai ser a bebé mais acarinhada pela familia benfiquista. - disse o David.
Muito obrigado mesmo. Obrigadão macarrão. - agradeceu o Fábio enquanto se abraçava ao David. - E obrigado mana linda. - agradecia enquanto me dava um beijinho e me abraçava.
Oh de nada, sabem que eu estou a adorar isto de ser madrinha e a Vitória ainda nem nasceu, quando nascer então... Ah e Andreia depois quero sentir a minha afilhada a dar pontapés, porqe se sair ao pai vais sofrer um bocado. - todos nos rimos.
Claro que vais sentir os pontapés dela. E olha eu daqui a três semanas vou fazer uma ecografia e o Fábio ao pode ir comigo queres ir?
Ai claro que quero, quero conhecer a minha sobrinha-afilhada. - respondi com um sorriso gigante.
Então depois temos de combinar.
Despedimo-nos e eu e o David saímos. Dirigimo-nos ao carro e como já era habitual o David correu para me abrir a porta. Comentámos o facto de o Fábio e a Andreia estarem mesmo muito felizes com a vinda deste bebé. A verdade é que não tinha sido programado, mas agora era a vida deles, afinal é isso que um filho é. O Fábio então, agora andava em extase, estrava felicissimo por ir ser pai. E embora adorasse ter um rapaz, a verdade é que a vinda de uma menina o tinha deixado radiante, ia ser a princesa e com toda a certeza que não ia só ser mimada pela madrinha. Quando iamos no carro o meu telemóvel tocou.
Quem é, gata? - perguntou o David.
É o Nuno.
O Nuno? Que Nuno?
Amoor o teu capitão, Nuno Gomes... dah. - disse e atendi o telemóvel. Quando desliguei o David perguntou logo o que é que ele queria.
Olha o que tens tu a ver com isso?
Não me quer contar não? Não confia em mim?
Claro que confio, mas não quero contar. Não posso ter os meus segredos?
Claro que pode, pronto não está cá quem falou, me desculpe.
Estás desculpado meu filho. - rimos os dois.
Essa é uma das coisas que me faz amar você, o seu sentido de humor.
Ai é?
Sim, você consegue sempre me fazer rir.
Ainda bem!! Gosto de te ver a sorrir. - disse e dei-lhe um beijo. - Cuidado não te distraias, olha para a estrada. - ele voltou a rir-se.
Estou indo com toda a atenção.
Ah ainda bem. Olha o que o Nuno queria era para combinarmos o que haviamos de comprar para a nossa afilhada.
Ah me está contando agora é? Então e decidiram alguma coisa?
Estamos indecisos. Ou o carrinho ou a cama. Temos de investigar ainda com o Fábio. Que é para se eles já tiverem comprado alguma dessas coisas, nós sabermos.
É uma boa ideia, sim.
Acabámos por ir jantar a casa do Ruben, a Matilde também foi, ou seja, estávamos em familia. Depois do jantar fomos os quatro até ao Hard Rock, era um sitio que eu e a Matilde adorávamos, era música... E o David tal como todos os homens tem uma curiosidade enorme em saber o que vai dentro das malas das mulheres, então decidiu ir "revistar" a minha.
Oh menino David olha que sinceramente. - disse a Matilde.
O que tem, também tenho imensa curiosidade em saber o que vai nas voças mala... - disse o Ruben.
Epá, mas será assim uma coisa tão anormal para todos os homens, ou quase todos, terem essa curiosidade. - disse eu.
Enfim, homens... não percebem que temos as coisas que nos fazem falta!!
Pois realmente. Mas olha que uma vez um já me disse que se eu despejasse a mala tinha lá mais coisas que uma despensa...
Quem foi esse cara? - perguntou o David.
Um amigo, tu não o conheces. Mas vais conhecer.
Ai é? Quando é que conheço?
Ele vai dormir lá a casa no Rick in Rio.
Ah esse foi o Diogo não foi?
Yap.
Parece ser inteligente, já à partida. - disse o Rúben.
E o David continuava "à descoberta" na minha mala, já tinha encontrado de tudo, liquido para as lentes de contacto, os óculos de sol, os óculos de ver, batom do cieiro, lenços, a carteira, o telemóvel, o iPod, a bolsa da mquilhagem... mas continuava, estava a adorar aquilo. Vá-se lá perceber as cabeças masculinas... Até que ele abriu algo e desatou a rir sozinho.

Fico à espera dos vossos comentários. Obrigado por acompanharem :) Esperi que gostem e ue nunca vos desiluda. Beijinho*

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

25º Capitulo

Chegámos ao Colombo e fomos direitos a uma loja de bebés. Entrámos abraçados e fomos escolher as coisas. Deparei-me com um peluche lindo da Hello Kitty.
Amor é aquele que eu levo. - disse apontando para o peluche.
Mas para você ou para a sua afilhada?
Para a minha afilhada claro!!
Ah é que parece que ficou hipnotizada...
E fiquei, é lindo!! Se me quiseres oferecer um parecido estás à vontade. - disse-lhe dando-lhe um beijo na bochecha.
Olha e se levássemos aquele cesto ali? - perguntou ele.
Huum, entusiasmado com a vinda da minha afilhada?! Por mim levamos. - era um cesto daqueles com a escova de cabelo, etc. lindo cor-de-rosa.
Claro, sabe que eu adoro crianças, né? Estou desejando ser pai... - dizia enquanto continuávamos a caminhar pela loja.
Ai amor, mas isso ainda é muito cedo.
Sim eu sei, mas quer ter filhos não quer?
Claro!! Mas aviso já que quero cesariana, fiquei traumatizada com imagens de parto natural nas minhas aulas de biologia...
Ahahah - deu uma gargalhada - Ficou traumatizada?
Sim David Marinho, fiquei eu, a Rita e o Pedro, porquê? Aquilo é horrível.
Pronto está bem, não se chateia não? Imagino que seja horrível e doloroso para vocês mulheres.
Claro que não me chateio!! É só para saberes que filhos sim, mas parto natural não.
Ok. Então mais alguma prenda para a menina mais minada do mundo?
Sim, aquele vestido! - daqueles vestidos super fofinhos e pequeninos, como é óbvio.
Dirigimo-nos à caixa para pagar, como levávamos três coisas decidimos dividir. Uma era a minha prenda, outra a dele e outra de nós os dois. Saímos da loja, e ele voltou a abraçar-me. Fomos assim até ao parque de estacionamento, incrivelmente não fomos parados por nenhuma fã dele. Entrámos no carro e saímos do Colombo.
Então qual é o destino minha senhora?
Não sei, ainda é cedo para ir ter com o Fábio portanto é à vontade do senhor motorista.
Seus desejos são ordem.
Fomos lanchar a casa do David e estivemos a namorar um bocadinho. Depois fomos a casa do Fábio, queria ver a minha barriguitas e dar os presentes para a minha Vitória. Chegámos rápido a casa deles, rapidamente me abracei ao Fábio. Ficava tão feliz quando ele estava feliz... A Andreia veio ter connosco.
Barriguitas, estás tão linda. - disse eu à Andreia, que estava super fofinha, enquanto o David felicitava o Fábio.
Obrigada meu amor.
Olha temos esses presentes para a vossa bebé. - disse o David.

Este capitulo não está grande coisa, mas não podia deixar de postar num dia em que tive algum tempo. Espero os vossos comentários :) Beijinhos*


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

24º Capitulo

No Domingo levantei-me às dez horas, nada mau para um dia de fim-de-semana... Os pais e o irmão da Rita vinham almoçar connosco, estavam com saudades. Fui tomar o pequeno-almoço com eles, havia pão quente. O Pedro tinha-se levantado mais cedo para o ir comprar, ele de vez em quando gostava de nos dar estes miminhos, era o que dava ser o único rapaz da casa. Depois fui tomar um banho e vestir-me. Como ainda era cedo para começar a preparar o almoço fui fazer mais um pouco do relatório, e de repente parece que uma onda de estudo tinha invadido a nossa casa porque todos nos fomos dedicar a ele. A Rita estava no chão sentada em cima de uma almofada a passar uns apontamentos a Matilde e o Pedro estavam no sofá, com os seus computadores, a fazer umas pesquisas e eu estava no puff agarrada ao portátil a ver se acabava o relatório. Já era quase meio-dia então fomos preparar o almoço, decidimos fazer bacalhau com natas. Pusemos o bacalhau no forno, programado para apagar, e dirigimo-nos aos nossos postos. Tocaram à campainha e a Rita foi abrir.
Estou a ver que para aqui é só estudo, muito aplicadinhos muito bem. - disse-nos o pai da Rita, um senhor fantástico, cheio de pinta.
Ah pois isto é uma casa de gente séria... - ripostou a Matilde.
Entre tantos abraços e beijinhos nem reparámos que o João Pedro não vinha. Quando demos por falta dele, perguntámos o que se tinha passado e se tivéssemos pensado um pouco esta pergunta era desnecessária, tinha ficado "colado" à montra de uma loja de música que ficava ao lado do nosso prédio. Desci à procura dele, adorava aquele miúdo.
Hi boy!! - disse-lhe.
Hello pretty girl. - respondeu-me enquanto me abraçava. - With glasses? - perguntou.
Yes, why? I don´t look good? - perguntei enquanto punha a mão na cintura.
They are, but I´m not accustomed.
Ok.
Subimos. Normalmente falávamos em inglês, foi um hábito que criámos e que me ajudou a desenvolver muito mais esta língua. Quando chegámos ainda o Pedro estava de volta do computador.
Epá tanto estudo. - disse o João Pedro a gozar enquanto se dirigia à irmã para matar as saudades.
E tu é que não viste quando chegámos estavam todos agarrados aos computadores, só a tua irmã é que não estava porque veio abrir-nos a porta... - disse a Rosário (mãe da Rita e do João Pedro)
Sim, porque nós estudamos. - disse-lhe a Rita.
Ah claro. - respondeu ele.
Então e quando é que vens para junto de nós? - perguntei.
Olha daqui a dois meses estou cá.
Sim mas isso é para o Rock in Rio e eu estava a falar para estudar.
Oh isso só daqui a três anos.
Mesmo bebé. - dizia o Pedro.
Fomos almoçar e os nossos cozinhados eram sempre gabados, éramos todos muito prendados. No meio de tanta conversa é claro que me perguntaram pelo David, se tudo corria bem, quando é que o conheciam e se eu não ia ver o jogo. Ainda lancharam connosco, mas depois tinham mesmo de se ir embora.
Infelizmente tive de ver o jogo pela televisão, mas o David foi brilhante. E claro o meu loiro favorito também. Liguei-lhes no fim do jogo para lhes dar os parabéns e para matar saudades, já não estava com o Fábio à uns dias e com o David à um dia, portanto...
Segunda-feira, um novo dia, uma nova semana, dia de estar com o meu Mister Caracóis. Como já era habitual acordei muito cedo e fui com o Pedro para a Universidade, a Rita só entrava ao meio-dia. As aulas decorreram normalmente e para quebrar um pouco a rotina decidi almoçar na cantina da Universidade. Mas eu só entrava nestas coisas quando éramos muitos, porque a comida da cantina não era assim muito boa, então quando lá almoçávamos era mais para estarmos juntos. Combinei com o Pedro encontrarmo-nos à uma hora à porta da cantina. Fomos almoçar eu, o Pedro, a Renata, a Carolina, o Jorge, a Ana, o Zé, o Rui e o Carlos. Estávamos em amena cavaqueira, sim porque a comida naquele dia então estava péssima, quando o meu telemóvel começou a tocar. Estranho, era o Fábio, àquela hora não era nada normal será que aconteceu alguma coisa?
Estou? Mano o que se passa para me ligares a esta hora? - perguntei preocupada.
Aaahh Sofi estou tão feliz. - gritou. Vais ter uma afilhadaaaa, eu vou ser pai de uma menina. - notava-se na voz dele que estava felicíssimo.
A sério? Cool. Vai ser a menina mais mimada de Portugal, vou dar-lhe tantas coisas da Kitty. - o meu sorriso já estava do tamanho da cantina.
Vai ser uma menina linda.
Claro que vai, com uns pais como vocês... E depois com uns padrinhos como eu e o Nuno...
Vai chamar-se Vitória.
Adoro Fábio!! Parabéns meu amor. Olha a Andreia está aí?
Obrigada e parabéns a ti também que vais ser madrinha não é? Está queres que lhe passe?
Ah claro, obrigado e vou ser uma madrinha babadissima. Quero se faz favor, mas quero falar contigo novamente. - todos olhavam para mim a sorri, já tinham percebido o que se estava a passar.
Estou. - ouvi uma vozinha de quem tinha estado a chorar, de alegria claro, do outro lado.
Parabéns linda.
Obrigada meu amor.
Vais ser a mamã mais linda de sempre, adoro-te. Muitos parabéns.
Obrigada. E tu vais ser a madrinha mais linda e cool de sempre. - demos uma gargalhada. - Adoro-te. Olha vou passar ao Fábio.
Ok, beijinhos.
Ai mana estou mesmo feliz.
Dá para notar, logo pode ser que te visite. Olha posso já começar a comprar coisas da Hello Kitty para a minha afilhada? Posso, posso?
Podes claro. Mas vê lá a pirosice.
Até parece. Eu não gosto de coisas pirosas, só de coisas lindas.
Pois é verdade, tens muito bom gosto. Mas atenção olha que não vais deixar de ser a minha menina, só vais deixar de ser a minha única menina.
Está bem, estou super feliz. És o meu orgulho.
Vá tenho de desligar para ir levar a Andreia a casa e para ir falar com o mister, se me atraso ele mata-me.
Está bem, então mais logo falamos. Beijão, adoro-te.
Ok. Muitos beijinhos, também te adoro.
Desliguei o telemóvel e rapidamente todos os que estavam na mesa comigo me deram os parabéns, estava mesmo feliz. Uma menina... Não me consegui concentrar na última aula, quando saí já o David estava à minha espera. Entrei no carro e dei-lhe um beijo.
Amor vou ter uma afilhadaaa, é uma menina. - disse-lhe super sorridente.
Sério? Bacano né? Era isso que você, o Fábio e a Andreia queriam né?
Era, mesmo fixe. Olha amor podemos ir até ao Colombo para eu comprar as primeiras coisinhas para a minha bebé?
Claro que sim meu bem.
Dito isto pusemo-nos a caminho do Colombo.

Finalmente consegui ter um tempinho para vir postar, yupiii. Espero que gostem e comentem. Mais uma vez desculpem a minha ausência.

sábado, 23 de outubro de 2010

Comunicado

Olá!! Desculpem esta ausência tão grande, mas vou continuar sem postar mais uns dias, desculpem. Os meus horários andam mesmo muito complicados e ultimamente a inspiração para escrever não tem sido muita... A verdade é qe é dificil ser estudante.
Obrigado por seguirem a fic e por todos os comentários. Espero que continuem a ler quando eu voltar :)

Adoro-vos
Beijinhos*, Sofia

domingo, 17 de outubro de 2010

23º Capitulo

Acabámos por mandar vir duas pizzas familiares e uma média, em principio ninguém ficaria com fome. Ficámos á conversa e 45 minutos depois tocaram à campainha, eram as nossas pizzas. Jantámos e ainda nos sobrou uma fatia de pizza, uma. Fizeram-se de esquisitos só para não dizermos que comem muito e deixaram uma fatia. Só mesmo o David e o Pedro para fazerem destas coisas, felizmente davam-se bem. Adorava ver que os meus amigos gostavam do meu namorado.
O David ia ter jogo no dia seguinte por isso convinha que se deitasse cedo, o jogo ia ser em casa, mas eu infelizmente não o podia ir ver. Tinha mesmo de acabar o relatório para a Universidade e ele já sabia que perto ou longe eu estou sempre com ele. Já eram quase onze e meia da noite e o David tinha de se ir embora.
Princesa tenho de ir. - disse-me desconsolado.
Pois já é tarde né? - perguntei enquanto as minhas mãos deslizavam nos seus cabelos.
Sim e eu tenho de descansar. - respondeu enquanto nos encaminhávamos para a porta.
Então se tem mesmo de ser... - dei-lhe um beijo apaixonado. - Amanhã quero te ver ganhar. - sorri.
Tem, preciso de dormir. Os dias consigo me deixam fraco... - interrompi-o.
Ai sim? Porque? - perguntei.
Porque tudo é vivido com uma grande intensidade. - piscou-me o olho e beijou-me. - E eu vou ganhar por si.
Fico à espera.
Tenho de ir. - agarrou-me pela cintura e beijou-me intensamente.
Eu sei, mas com estes beijos nunca mais saímos daqui. - ele encolheu os ombros como quem diz "eu sei, mas não consigo parar...". - Vá amor até amanhã, dorme bem.
Até amanhã, vou sonhar consigo.
E eu contigo, quando chegares manda mensagem. - pedi.
Ok, eu mando. Te amo. - disse já à porta do elevador.
Também te amo. - e mandei-lhe um beijo.
Voltei à sala, eles estavam os três a ver televisão, mas eu estava tão cansada que decidi ir-me deitar.
Bem meninos eu vou-me deitar.
Já Sofi? - perguntou o Pedro.
Sim estou cansada e com umas certas dores... Importam-se que eu vá já dormir?
Como eu te compreendo. - disse a Rita.
Claro que não, dorme bem. - disse a Matilde enquanto se levantava do sofá e me dava um beijinho.
Dei um beijinho à Rita e outro ao Pedro e dirigi-me para o quarto. O meu telemóvel estava em cima da mesa de cabeceira, fui ver mas ainda não tinha mensagem nenhuma, realmente ainda era cedo para o David já ter chegado a casa. Vesti o pijama, abri a cama e fui lavar os dentes. Quando voltei enfiei-me na cama. O meu telemóvel deu sinal de mensagem nova. Já sabia de quem era.

"Oi minha princesa, já 'tou morrendo de saudades suas <3 Já cheguei agora vou dormir e sonhar com você, oh já sabe disso né? Olha sonha comigo :) Beijão do tamanho do Mundo, Te Amo"

Não demorei a responder-lhe.

"Oi meu príncipe, também estou cheia de saudades. Estás em todos os meus sonhos amor <3 Te Amo, Te mo, Te Amo. Beijo gigante :)"

Acabei por adormecer, queria sonhar com ele. Só voltaria a estar com ele na segunda-feira à tarde e precisava dele. A minha necessidade de estar com ele aumentava de dia para dia, era este o Amor de que me falavam, o Amor Eterno.